Maçonaria – Filosofia do Cristianismo Primitivo

Dando prosseguimento a Categoria Maçonaria, hoje vamos falar dos primeiros personagens responsáveis pelas bases filosóficas do Cristianismo nos primeiros séculos.

Obviamente, elas foram sofrendo alterações, durante os séculos, até chegar na forma atual. Ao final dessa série espero que essas questões já estejam claras ao leitor.

O “cristianismo primitivo” que será apresentado aqui, estará entre os séculos I, II e III – e com alguns personagens marcantes desses séculos.

Claro que poderia ter sido feito um único Post para falarmos do Século Primeiro, outro Post para falar do Segundo e mais um do Terceiro, mas não há necessidade disso tendo em vista que essa não é a proposta do Blog e tudo isso é apenas a apresentação de um caminho para chegarmos em uma época posterior da história.

Igualmente a história de cada um dos personagens aqui citados também poderiam dar ótimos Posts, por serem bem interessantes, mas vamos nos ater apenas nos pontos mais importantes.

O Cristianismo de Paulo de Tarso – Século I

Depois do que foi dito no Post acerca de Jesus, pode ter ficado a pergunta: “De onde então veio toda a Doutrina do Cristianismo, se não de Cristo?”

Bem, veio do mais famoso dos Apóstolos, o Apostolo Paulo.

Muitos já ouviram falar de Paulo de Tarso, mas o que muitos não sabem é que ele não foi um dos 12 Apóstolos de Cristo. Paulo só foi se converter após a suposta crucificação de Cristo.

Paulo é conhecido por ter não só um, mas vários livros no Novo Testamento. As várias cartas que ele enviou, aos muitos povos, se tornaram os vários livros que temos no Novo Testamento.

Foi um dos maiores difusores do Cristianismo no mundo. Levou sua doutrina além das fronteiras romanas e judaicas e fez com que o Cristianismo não fosse extinto como mais uma simples seita de judeus. Portanto, Paulo é merecidamente uma figura muito conhecida no Cristianismo.

Hoje em dia, Paulo é atacado por muitos que pregam que o Cristianismo deveria ser diferente do que é. Dizem que não há um Cristianismo, que o que existe é um “Paulinismo”. Defendem que essa era a visão de Paulo e não de Cristo e de seus Apóstolos.

Ok, com relação a ser a visão de Paulo não há muito o que discutir, mas, se você leu o Post anterior, sabe bem que não há registros das palavras de Jesus e que sua existência histórica basicamente se resume a poucas citações com relação ao “criador do cristianismo”.

Aos que criticam o “cristianismo paulinista”, como então eles sugerem que o cristianismo deveria ser? Que tipo de doutrina Paulo deveria ter defendido?

Perceba que não me interessa aqui entrar na discussão sobre os escritos de Paulo e se eles eram radicais ou não (ponto esse que é um dos mais usados quando se critica Paulo de Tarso). Isso sem falar nas afirmações de que “Paulo impediu que as verdadeiras palavras de Cristo fossem a base do Cristianismo”.

Bem, com todo o avanço da humanidade não encontramos nenhuma incontestável e histórica palavra de Cristo até hoje.

Marcião e os Primeiros Passos do Cristianismo – Século II

Marcião foi um dos maiores seguidores Teológico do Apóstolo Paulo. Se destacava por duaspeculiaridades.

Uma era a forma fria e racionalista com que ele examinava as provas documentais da Igreja.  A outra era sua Doutrina pura e simples com relação ao Amor. Ambos foram motivos o fizeram ser considerado herege, no futuro.

Hoje em dia não se aceita que apenas o amor ao próximo e a prática do bem seja capaz de salvar o homem. Antigamente não era diferente.

Na verdade, foi graças a Marcião que a Igreja foi obrigada a começar a estabelecer normais mais sólidas.

A doutrina do puro e simples amor vinha como consequência da forma crítica como ele enxergava as escrituras no geral (incluindo o Antigo testamento). Lembram do Post  Lúcifer na Maçonaria – Pt2 quando falamos da existência de um Deus do Antigo Testamento e um Deus no Novo Testamento?

Foi de Marcião a ideia de que existiam dois Deuses diferentes. Essa ideia foi levada adiante e aceita pelos Gnósticos e, até hoje, tem uma grande força em várias correntes místico-ocultistas.

Como cristão ele achava um absurdo que o Deus do Antigo Testamento se tratasse do mesmo Deus de Amor, descrito por Paulo e pelos Evangelistas. Tudo só fazia sentido para ele se houvesse essa distinção.

Deus para ele não poderia ter qualquer ligação com o mundo físico. Por isso aquele que construiu o mundo, testou a fé de Abraão, bateu papo com Moisés e jogou grilos no Egito, só poderia ter sido Yahvéh.

Posteriormente a ideia que Marcião tinha de Yahvéh fez com que surgisse a teoria de que Lúcifer seria o próprio Yahvéh. Claro que o cristianismo jamais poderia cogitar discutir essa possibilidade, afinal, não seria muito Cristão dizer que Deus era Lúcifer, certo? [Vamos explorar essa visão e suas consequências doutrinárias quando estrarmos na série sobre a Mitologia de Lúcifer.]

Marcião rejeitou vários dos Livros Sagrados e atraiu muitos seguidores com sua crença que parecia ter mais lógica do que a que estava sendo pregada. Não durou muito para que a Igreja o excluísse e surgisse um “MARCIONISMO”.

Por fim, o questionamento de Marcião com relação aos evangelhos fazia ele defender que apenas um evangelho era verdadeiro e que todos os outros foram feitos para defender, de alguma forma, as visões judaicas. O único que ele considerava verdadeiro era o de Lucas.

Orígenes e a “Filosofia do Cristianismo” – Século III

Orígenes foi o grande responsável por dar a filosofia necessária para que o Cristianismo se estabelecesse como uma corrente de pensamento que poderia ser justificada através do estudo e da compreensão. Dele veio a busca dos significados ocultos em cada frase da Bíblia e das muitas alegorias que poderiam estar contidas na Bíblia.

Umas de suas propostas nos ensinou a olhar a Bíblia de várias formas. A primeira era ler a bíblia no sentido Literal; a segunda era através de um contexto Moral e, por fim, deveríamos entender a Bíblia no sentido Espiritual.

Foi graças a essa nova visão – e aos novos caminhos que acabavam de surgir para o Cristianismo – que passou a ser possível a briga com as outras correntes que combatiam as ideias Cristãs (principalmente os Gnósticos e defensores da doutrina de Marcião) já que agora era possível enxergar a Bíblia de outra forma que não fosse a Literal.

No entanto, apesar da filosofia necessária que ele dava ao Cristianismo, Orígenes foi rejeitado por muitos Cristãos (e considerado herege, três séculos depois) por concluir muitas coisas, filosoficamente, que não se justificariam apenas com a leitura da Bíblia.

Dar esse “corpo” ao Cristianismo foi muito importante e fez com que ele fosse lembrado e estudado até hoje por isso – sendo que muitas ideias de Orígenes ainda são consideradas nos dias atuais.

Particularmente, creio que a melhor frase que explica como a Igreja encara Orígenes foi uma frase dita no século V:

“As obras de Orígenes são como uma campina com flores de todo tipo. Se encontro uma flor bonita, eu a apanho; mas se alguma coisa me parece espinhosa eu a evito como faria com um espinho.”

Orígenes também tinha uma ideia curiosa – que até criava um certo contraste com a sua defesa do entendimento através da filosofia – de que havia a necessidade de amar a Deus, verdadeiramente, para que fosse possível compreender as escrituras (como se a porta da verdadeira intuição, que permitiria enxergar o cristianismo de verdade, só estaria aberta para aquele que decidiu se entregar a Deus de todas as formas – algo que ele fez com maestria, chegando até a se castrar para evitar as tentações da carne).

Mas Enfim…

Porque estamos falando disso tudo? É apenas uma curiosidade?

Orígenes e Marcião foram condenados como hereges por tudo que eles desenvolveram, mas existem muitas teorias que defendem que esses pontos de vista poderiam ter sido o verdadeiro cristianismo.

O que sabemos é que naquela época nada ainda estava realmente decidido e ainda haviam muitas divergências entre os Cristãos, mas é fato que tudo poderia ser bem diferente do que é hoje.

A palavra do Papa deve ser considerada como a grande autoridade da Igreja? Quando exatamente isso começou na tradição católica? Isso deveria mesmo ser assim? Sou menos Católico se não acato a decisão Papal? Enfim. Voltaremos a falar disso no Post sobre a Tradição Católica.

 

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27 Responses to Maçonaria – Filosofia do Cristianismo Primitivo

  1. Paulo Ricardo says:

    Fraterno Irmão Admin,

    Relendo o Post sobre Lúcifer vi que houve comentários do irmão Kennyo Ismail, do blog No Esquadro e da Coluna do TDC. Apesar de curto achei rico o diálogo entre vocês. É um blog muito informativo mas acho que falta espiritualidade. Tudo dentro do No Esquadro é muito cético. É como uma “leitura-fria da palavra”. Acho que precisa de um meio-termo, do estilo que tem aqui no M&S.

    Quanto a esse post está de parabéns, não só pelo post como pelo tema em geral. Sempre é interessante poder estudar a raiz da Igreja mais a fundo.

    • Gabriel P. says:

      Olá Paulo!

      Também gosto muito do “No Esquadro” do Kennyo e acredito que isso aconteça devido a proposta do blog. Eu como um profano não entendo nada de maçonaria como vocês, mas acho interessante ter um blog mais “frio” sobre a Maçonaria como o “No Esquadro” e ter um blog tratando de temas mais misticos como o “Maçonaria & Satanismo”.

    • Maçonaria e Satanismo (admin) says:

      Caríssimo Irmão Paulo,

      Realmente, como colocou o Gabriel, ambos tem propostas diferentes. Particularmente, eu vejo como propostas BEM distintas, sendo que, indiscutivelmente, o “No Esquadro” cumpre a sua proposta com MAESTRIA.

      Mas, justamente pela questão da proposta, ainda que um mesmo tema seja apresentado em ambos os Blogs, pode apostar que eles serão abordados com um foco bem diferente.

      Além do mais, acredito que a Categoria “Satanismo” dá um ar muito mais místico, aqui no Blog, do que a Categoria “Maçonaria”.

  2. Arthur says:

    A real filosofia do Cristianismo não estaria na Suma Teológica de São Tomás???

    • Maçonaria e Satanismo (admin) says:

      Caro Arthur,

      A Suma Teológica é sim parte importante da Filosofia Cristã, no entanto, não é a única e nem lhe é atribuída maior valor do que as demais. Isso sem falar em todo o milênio de cristianismo que existiu antes dela ser elaborada.

  3. Gabriel P. says:

    Salve Admin!

    Isso pode ser considerado a grande burrada do Novo Testamento na Biblia né… Um “cara” que não era apostolo vem e escreve opiniões pessoais sobre cristo e o cristianismo e isso ficou registrado no maior livro de todos os tempos!

    Obviamente ele nunca iria imaginar que o Cristianismo iria chegar tão longe naquela epoca. Essa visão de controle pela fé só viria 3 seculos depois no Concílio de Niceia né… Mas acho isso pior que todas as 2 mil contradições encontradas na Biblia.

  4. Vladimir says:

    Congratulações pelo Texto;

    Se fosse no começo do blog (quem acompanhou sabe) já teriam um ou outro lunático/fanático religioso atirando milhares de flechas em ti por esses últimos artigos. No mais, é sempre gratificante o conhecimento visto aqui. Parabenizo-o novamente pela capacidade de síntese das informações nos tgextos que o Irmão escreve.

  5. Wilson says:

    Excelente. Você já ouviu falar na teoria de que Jesus teria vivido na India?

  6. Diogo says:

    Sei que já foi dito no começo que não dá pra fazer um post de cada pessoa importante na hist[ória do cristianismo, mas seria possível pontuar os tópicos do jeito que vc fez aqui? Colocando o século do acontecimento.

    • Maçonaria e Satanismo (admin) says:

      Caro Diogo,

      Não sei se entendi bem o que você sugeriu, mas sempre que possível irei colocar sim, ao lado de cada subtítulo, o século que ele corresponde (quando for o caso de termos mais de um século sendo tratado em um único Post).

  7. raph says:

    Numa leitura Literal, fica difícil discordar que no AT o Deus Bom é muitas vezes também o Deus Mal. Mas, ao contrário do zoroastrismo e de boa parte das interpretações gnósticas, não se trata de deuses diversos, mas de um mesmo Deus que ora é Bom, ora é Mal. Mas as leituras literais da bíblia são a grande razão do afastamento do cristianismo de Cristo.

    Abs
    raph

  8. Jacó says:

    “Por isso aquele que construiu o mundo, testou a fé de Abraão, bateu papo com Moisés e jogou grilos no Egito, só poderia ter sido Yahvéh.”

    Hahahahaha!

    Será Deus uma força que se manifesta de determinadas formas em determinadas eras? No Gênesis o criador, no Levítico o punidor e no Novo Testamento o bondoso e misericordioso??? É bem complexo, li a passagem onde ele manda Saul exterminar uma nação inteira (até as criancinhas), é bem forte.

    Fases da humanidade? Eras? Coisas que devem acontecer para nossa evolução?

    Só sei que nada sei… mas gostaria de saber… Será possível para o homem compreender este Deus?

  9. Jacó says:

    Ele mesmo diz ter criado o bem e o mal. E no próprio Gênesis vemos que ele reconhece que o homem “se tornou como um deles” sabendo o bem e o mal.

    Somos microcosmo então, oras…

    Até nisso parecemos ele? Que confuso…

    Bem e mal, luz e escuridão polaridades opostas em toda a criação :)

  10. Jacó says:

    Uma coisa interessante que Paulo pregava é o repartir com as viúvas, repartir o dinheiro acumulado entre todos… Vemos isso hoje?

  11. O HERMETISTA says:

    sobre o tema “dois deuses diferentes” recomendo a quem tiver ouvidos “Septem sermones ad mortuos”. Os sete sermões aos mortos. Basilides.
    gostaria muito mesmo de saber sua opinião, adm, sobre este texto que relembrei muitas vezes lendo seus posts.
    Grato.

    • Maçonaria e Satanismo (admin) says:

      O “Septem” é quase uma leitura obrigatória para os Gnósticos, por isso, por mais que nele não seja dito exatamente o que Marcião dizia, é natural que (conhecendo o texto) você se lembre dele em várias relações.

      Quando recomendo textos gnósticos para alguém, apesar de ter o Septem na lista, costumo recomendar mais os livros do Geza Vermes que, apesar de sofrer algumas críticas, ajudam a conhecer muito bem os temas propostos pelo gnosticismo (como os apócrifos, manuscritos do mar morto e etc).

  12. O HERMETISTA says:

    este post respondeu algumas questões que levantei no post anterior…. excelente parabéns.
    apesar de já ter lido e relido a bíblia, nunca estudei as distinções entre os evangelhos com a devida calma. no evangelho de Lucas JC não cita as profecias do antigo testamento sobre sua vinda???

  13. Falar de religião sem um profundo conhecimento filosofico e politico fica muito dificil,pois religião e plitica sempre estiveram de mãos dadas.
    A igreja católica é uma organização de filósofos; para a filosofia a melhor forma de regime político é a monarquia e os filósofos deveriam ocupar a posição de quem decide formando exércitos e tomar as redias da sociedade “Platão”
    A igreja católica é uma organização militar a ordem chama soberana ordem militar de malta.
    Historicamente sabemos que todo império e reinos surgem quando o papa coroa os imperadores e os bispos coroam os reis, assim o domínio fica com a igreja, no Brasil o ultimo imperador era maçon. Dom Pedro II, após a “libertação” dos escravos pela princesa Isabel houve revolta das classes dominantes e a monarquia desabou no lugar do imperador entra outro maçon. Um tirano déspota chamado marechal Deodoro da Fonseca militar obediente ao papa (templários).
    Marcião:
    Foi um monge gnóstico “sábio” que mais “entendeu” a bíblia ao ponto de notar o dualismo bíblico,o problema é que quando Marcião nasceu a bíblia já estava escrita e ninguém sabia a verdade dos fatos,porem Marcião foi idealizador da divisão da bíblia em novo e velho testamento criou o marcionismo que deu origem a maçonaria
    Marcião era gnóstico e visava a conciliar todas as religiões e a explicar-lhes o sentido mais profundo por meio da gnose (Conhecimento) trabalho atualmente praticado pela maçonaria.
    Na mais absoluta verdade a maçonaria é a própria igreja católica junto com a igreja protestante basta analisar a pirâmide maçônica e estudar sua formação e vera que ela é formada por organizações católicas tudo são política a igreja criou os reinos a monarquia foi rejeita eles colocam os militares no poder o militarismo “cai” eles usam o nome deus e domina com mentira.
    II Tessalonicenses 2:11 E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira;
    I Corintios 1:19 porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos.
    A igreja católica através da maçonaria eles controlam tudo,tudo,tudo dominado.

  14. Conclusão a bíblia não é obra de DEUS e sim obra da ditadura militar romana o primeiro homem general a se torna um ser divino foi Julio Cesar, Jesus cristo não é nome próprio e sim um titulo que faz referencia ao único filho de Julio Cesar deus romano e a rainha do Egito Cleópatra VII.
    O ultimo faraó do Egito Cesarion (Ptolomeu XV) era filho de Julio Cesar deus romano e a rainha do Egito Cleópatra VII.
    Crucificado por Otavio Augusto Cesar.
    Apocalipse 11:8 E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.
    Só peço que não divulgue isto, pois a igreja católica já assassinou muita gente honesta e eu morro de medo dos padres são filósofos e estão a serviço dos exércitos com patente de oficiais.
    Malaquias 2:7 o sacerdote é o mensageiro do Senhor dos exércitos.
    II Crônicas 32:6 Então pôs oficiais de guerra sobre o povo .

  15. Don Juan de Maro says:

    Toda esta conversa remete a ensinamentos que tive dentro de casa. Meu avô afirmava a existência de Deus e o Diabo. E dizia: – Que entre uma conversa entre os dois o Diabo afirmava que o venceria. E Deus o questionou: – Como? E o diabo disse: – Através de teu nome.

    Bem, se o diabo existe, ele sabe que eu jamais iria o confrontar, que jamais abriria minha boca para fazer algo que ele não quer. E que pessoas como eu só querem ração e água. Afinal eu não morreria como um idiota como todos os outros.

    Bem mas como não sei, prefiro que os deuses se manifestem e se defendam sozinhos.

  16. Don Juan de Maro says:

    Se todas as pessoas da terra pensassem como eu, não iriamos discutir a existencia de deus, ou falar de religião, ou ter religião, e qualquer coisa que aparecesse dizendo ser deus nos diriamos, prove?

  17. Ivani Medina says:

    A religião percebida como um instrumento político é bem diferente de quando é percebida como um instrumento de aperfeiçoamento moral. A tendência é que ela seja apreciada preferencialmente pela segunda possibilidade. No entanto, é sob o ponto de vista secular que faço essa reflexão a respeito da origem do cristianismo. Embora as notícias históricas que utilizo procedam da história oficial, foi com base em fatos negligenciados que cheguei a uma conclusão significativa que deve ser compartilhada. Visite a página do livro A Origem do Cristianismo em Reflexão, no Facebook:

    https://www.facebook.com/aorigemdocristianismoemreflexao?ref_type=bookmark

    E adquira o seu exemplar em:

    http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=1702&idProduto=1734

  18. Gabril says:

    Olá!
    Num dos quatro evangelhos canónicos, não recordo qual, alguém terá perguntado a Jesus: Mestre, vens alterar a Lei Mosaica? E Jesus terá respondido: não, venho cumpri-la.
    Posto isto, não descortino a justificação da criação de uma religião, o Cristianismo, quando Jesus nasceu, viveu e morreu judeu.
    Abraço de Portugal.
    Gabriel F

  19. Gabriel says:

    Corrijo o nome Gabriel F

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